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| Mário Gobbi Filho/ foto: Filipe Araujo/Agência Estado |
O empresário Paulo Garcia, dono da Kalunga, é o candidato da oposição, que se uniu numa tentativa de vencer a eleição.
Há um traço comum entre os dois: nenhum deles tem o perfil extrovertido e polêmico de Andrés, que também é bem relacionado no circulo do poder.
Gobbi, 50 anos, prega o "continuísmo", Garcia, 57 anos, fala em "transparência". Essa é a principal diferença entre os dois postulantes ao cargo.
As propostas e bandeiras de cada candidato são muito parecidas, como enaltecer a construção do estádio e do CT no Parque Ecológico e prometer investimentos nas categorias de base.
Não houve debate entre os dois como foi cogitado. Garcia tentou, até ontem, que os dois sentassem lado a lado numa bancada para discutir ideias. Mas Gobbi não quis. Os dois têm trabalharam bastante no boca a boca com o associado, porque são eles que irão eleger o presidente.
A oposição garante que tem chances de vitórias. "O candidato não é o Andrés, é o Gobbi", diz Garcia. A situação não se abala e dá como certa a vitória nas urnas. "O apoio de Andrés é fundamental", falou Gobbi.
E é justamente esse legado de Andrés que deve fazer de Gobbi o novo presidente. "Temos esperança que o resultado da administração do Andrés nos dê a vitória nas urnas", disse o diretor financeiro Raul Corrêa, que divulgou ontem números de faturamento e dívida do clube de 2011.
Pelo balanço apresentado, a receita do Corinthians no ano passado foi de R$ 290,5 milhões, mas a dívida cresceu R$ 77 milhões (de R$ 101 milhões em 2010 para R$ 178 milhões).
Favoritismo. Uma pesquisa feita pela situação com cerca de mil sócios aponta que Gobbi ganhará a eleição com números próximos a 60%. "Havia muitos indecisos, mas eles mudaram de lado", diz um cartola.
Com a eleição de Mario Gobbi, pouca coisa mudará. A maior parte dos diretores vai continuar no cargo, entre eles Luis Paulo Rosenberg, um dos principais articuladores do Itaquerão.
O próximo presidente terá o privilégio de inaugurar o tão sonhado estádio que vai receber a abertura da Copa de 2014.
Dos cerca de 11 mil sócios aptos a votar, apenas 3 mil devem comparecer à eleição, que será realizada no Parque São Jorge.
por Vitor Marques, do O Estado de S. Paulo
11/02/2012







